
Violent Cases é uma das primeiras graphic novels do mestre Neil Gaiman, autor da cultuada série Sandman, e seu "fiel escudeiro" Dave McKean. Não tão conhecida, foi publicada no Brasil em 2009 e apresenta um desses desafios típicos de tradução logo de cara: o título. No contexto, Violent Cases não pode ser Casos Violentos, pois "case", em inglês, também pode significar algo semelhante a uma caixa. É um tipo de jogo de palavras, intraduzível.
A trama é inusitada, para dizer o mínimo. Violent Cases conta o caso de um homem que, relembrando parte de sua infância, lembra-se quando seu pai desclocou seu braço e foi a um osteopata. Tal osteopata diz ter tatado Al Capone. A Inglaterra dos anos 60 e Chicago dos 1920 se fundem, a história é contada por fragmentos de memória.
Curta, bela e um tanto cruel, Violent Cases aborda a violência pelo olhar igênuo infantil, fragmentado, e depois analisada pelo narrador já adulto. Um pouco nebuloso em algumas partes, propositalmente. Narrativa bem construída, é uma graphic novel para qualquer um que aprecie boas histórias.
A arte de McKean, já em seu início, se prova mais que eficiente. Visualmente, enquadramentos ousados e colgens encaixam-se perfeitamente com o roteiro. Uma bela obra!
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